Cuidando com carinho da saúde, beleza e bem-estar do seu pet

Dicas e curiosidades


Quem tem um bicho de estimação nunca está sozinho. Mas essa não é a única razão pela qual tanta gente não se imagina vivendo sem esse amigo. Aqui você encontra dicas que esclarecem algumas dúvidas mais comuns e que podem tornar a convivência com o seu animal de estimação mais fácil e prazerosa.

  • Dez dicas para o seu cão sair bem na foto

    Postado em 04 de novembro de 2013
    Dicas para fotografar seu pet
    Fique com a máquina sempre perto, assim é possível registrar uma pose inusitada

    Técnicas para você pegar o melhor ângulo do seu animal de estimação:

    1. Nada de muita decoração, cores e objetos. O destaque da foto é o pet. Escolha fundos neutros para deixar seu modelo em evidência.
    2. Quanto mais espontâneo, melhor. Para registrar o animal de estimação, deixe-o em um ambiente confortável e conhecido. Se ele não está acostumado a passear em parques, por exemplo, é mais difícil fazê-lo posar.
    3. Se ele é muito agitado ou simplesmente não fica parado para a foto, coloque perto seu brinquedo favorito. Assim, o pet se distrai e não percebe que está no foco da câmera.
    4. Esta dica é especificamente para cães. Pegue discretamente uma bolinha ou brinquedo que faz barulho e, sem ele perceber, bem na hora do clique, aperte o objeto. Quando ouve um som, o cachorro costuma levantar as orelhas ou fazer uma carinha de quem está atento. Neste momento, clique.
    5. Quer registrar aquele momento em que o bichinho está de barrigão para cima? Brinque e faça bastante carinho na barriga dele. Quando o pet estiver na posição, tire a mão e peça para alguém soltar os flashes.
    6. Deixar o cão ou gato em uma pose mais elaborada e rezar para ele não se mexer não vai funcionar. Se você quer que ele fique paradinho, tente dar um petisco como agrado.
    7. Dar comandos pode ajudar a mudar as expressões do animal. Se o seu bicho de estimação não foi adestrado, mas interage quando você conversa com ele, faça isso enquanto registra o “bate-papo” com a máquina fotográfica.
    8. Roupinhas e adereços dão um toque especial no look, mas cuidado: se o pet não está acostumado a ser “fantasiado”, dificilmente vai ficar parado para a foto. Opte por um item menor, como uma gravatinha ou laços.
    9. Se você quer clicar seu companheiro de quatro patas ao ar livre, vá com mais uma pessoa ao lugar escolhido. Dessa forma, um fica com a câmera enquanto o outro toma conta e interage com o bichinho.
    10. Para fotos externas, também é recomendável ir a lugares mais calmos e em horários menos agitados. Assim, o pet não se distrai tanto.

    Fonte: Veja São Paulo - Mundo Pet, por Anna Carolina Oliveira

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  • Chocolate, um perigo para o seu pet

    Postado em 19 de agosto de 2013
    O perigo do chocolate para o seu pet
    O chocolate é irresistível para a maioria das pessoas, mas deve ser apenas para pessoas

    O chocolate não é nem um pouco recomendável para os animais. Os cães geralmente gostam muito da guloseima, porém o chocolate possui substâncias que mesmo consumidas em pequenas quantidades podem ser fatais. A principal delas é a teobromina, extremamente tóxica, atua como diurético, estimulante do coração e vasodilatador. Isso tudo age como um veneno nos animais.

    A quantidade necessária para uma intoxicação é mínima, apenas 100 mg/kg de teobromina no chocolate conseguem causar mal estar, enquanto uma concentração de cerca de 200 mg/kg é fatal.

    Assim um Pinscher pequeno que pesa somente 2 a 4 quilos teria que comer uma quantidade ínfima de chocolate para evidenciar potenciais sinais de envenenamento. Mesmo um cão com o tamanho de um Labrador poderia morrer se comesse 200 gramas de chocolate de culinária.

    Estimativas das quantidades que podem ser fatais:

    • de 120 a 300g de chocolate ao leite ou de 15g a 30g de chocolate em pó para pequenos cachorros, como Chiuauas e Toy Poodles;
    • de 30 a 45g de chocolate ao leite ou de 60g a 90g de chocolate em pó para cachorros de porte médio, como Cocker Spaniels e Dachshunds;
    • de 60 a 145g de chocolate ao leite ou de 120g a 240g de chocolate em pó para cachorros de grande porte, como Collies e Labradores;

    Os sinais de envenenamento podem chegar a ser imperceptíveis, havendo apenas falha cardíaca. Contudo, é comum observar-se excitação e nervosismo, vômitos, diarréia, sede intensa e espasmos.

    Caso seu animal ingira chocolate, leve-o ao veterinário imediatamente, mesmo sem apresentar sinais visíveis. A teobromina pode ter ação fatal em aproximadamente 24 horas.

    Fonte: Meu Pet Web - Portal de Animais de Estimação (http://www.meupetweb.com.br)

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  • Cromodacriorreia ou lágrima marrom

    Postado em 12 de agosto de 2013
    Lágrima marrom
    Problemas quase inofensivos com o canal lacrimal

    Sempre que a lágrima escorre por fora do canal lacrimal, pelo focinho, haverá umidade da região abaixo dos olhos e uma mancha marrom, a qual, em animais de coloração clara nessa região, deixa bem evidente essa pigmentação castanha, nada estética, porém praticamente inofensiva.

    A via lacrimal inicia-se na região ocular e desemboca na cavidade no nariz e, em algumas raças, na boca. Na região ocular existem 2 entradas para a lágrima, chamadas de pontos lacrimais inferior e superior, localizadas na junção da mucosa com a pele das pálpebras inferiores e superiores, no canto interno do olho. Elas se unem internamente, formando o ducto nasolacrimal para, então, desembocar na narina e na boca.

    A lágrima drenada por fora da via lacrimal natural, pela superfície da pele, causa umidade na região abaixo dos olhos, facilitando a proliferação de bactérias não patógenas, porém capazes de produzir secreção fétida de coloração escura.

    Ao contrário do que dizem, a lágrima não é ácida, tem pH neutro adequado para sua localização ocular. Porém, um de seus componentes é a lactoferrina que, quando acumulada, pode levar a uma coloração escura.

    Juntando estes dois mecanismos de formação de pigmento escuro é que chegamos à cromodacriorreia (“lágrima marrom”). As raças mais acometidas são as toys (Poodle, Maltês, Bichon Frise etc.) e as braquicefálicas (Pug, Boxer, Bulldog Inglês, Bulldog Francês, Shi Tzu, Persa etc.)

    O tratamento consiste em eliminar a causa do lacrimejamento excessivo ou do desvio da drenagem da lágrima. Para a maioria dos casos existe correção cirúrgica definitiva. Em outros casos, ou quando se opta por não realizar a cirurgia, existem algumas dicas de manutenção:

    • evitar lavar diariamente a região;
    • manter a região bem seca com gaze, paninho limpo ou lenço de papel;
    • massagear o canto dos olhos diariamente para evitar entupimento na ponta lacrimal;
    • aplicar pó de maisena na região abaixo dos olhos para conter a umidade;
    • manter o pelo dessa região bem aparado.

    Se, com todos esses cuidados, ainda assim você notar a região abaixo dos olhos úmida, mesmo sem a mancha marrom, procure o oftalmologista veterinário para sondar o canal lacrimal, depilar os cílios que estão produzindo o excesso de lágrima ou identificar a causa de base.

    Fonte: Dr. Jorge da Silva Pereira, médico veterinário especializado em Oftalmologia, em artigo para a revista Cães Amigos - pequenos cães, grandes companheiros.

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  • Higienização Auricular: mais que uma prova de amor

    Postado em 05 de agosto de 2013
    Higiene auricular
    Naturalmente, os ouvidos de cães e gatos apresentam bactérias e fungos que, em condições normais, não trazem dano algum

    Ter um animalzinho em casa é uma grande responsabilidade, principalmente no quesito saúde. Tanto o cachorro quanto o gato estão sujeitos a vários micro-organismos que causam doenças como a otite, uma inflamação no ouvido que, quando não tratada corretamente, pode levar à surdez. Naturalmente, os ouvidos de cães e gatos apresentam bactérias e fungos que, em condições normais, não trazem dano algum. Mas o aumento de umidade, a falta de ventilação adequada, irritações ou traumas são fatores que contribuem para a proliferação de bactérias e fungos e, consequentemente, o aparecimento dessa inflamação. A simples limpeza pode prevenir a otite. Já nos casos mais graves, a técnica de lavagem otológica faz-se necessária. Já nos casos crônicos é necessário o uso de medicação apropriada e, somente em algumas situações, a cirurgia torna-se uma opção.

    Entre as causas que podem levar à otite estão o excesso de produção de cera no ouvido e também alergias e doenças de pele. Alguns cães com orelhas pendulares também têm maior probabilidade de desenvolver a inflamação.

    Entretanto, não há motivo para pânico, pois existem alguns cuidados específicos que, se seguidos, podem prevenir e proteger nossos pets de tais problemas. São eles:

    • Na hora do banho, proteja os ouvidos do seu animalzinho com um chumaço de algodão seco. O objetivo é evitar a entrada de água no conduto auditivo, ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos.
    • Evite arrancar os pelos que nascem no interior dos ouvidos (prática comum em alguns locais de banho e tosa).
    • Promova limpeza para a retirada do excesso de cera com produtos apropriados uma vez por semana ou a cada 15 dias, que pode ser realizada após o banho. A limpeza deve ser feita com a aplicação de um produto próprio para esta limpeza (um ceruminolítico), produto este que vai agir dissolvendo a cera, ajuda a reduzir a umidade, hidrata o conduto e tira o mau cheiro; a limpeza deve ser feita 10 minutos após a aplicação do produto, com um algodão no dedo que é introduzido no canal auditivo para remover o produto e a cera dissolvida; faça com suaves movimentos de rotação para a limpeza do conduto. Com algodão e o dedo você nunca vai machucar seu amigo, mas NUNCA use cotonete porque você pode machucá-lo!

    Fique atento aos sinais iniciais da otite: coçar a região do ouvido e sacudir a cabeça com frequência.

    Consulte um veterinário que irá identificar a causa da doença e indicar uma medicação de uso tópico (no interior dos ouvidos), que pode ser complementada por medicação oral, caso seja necessário. O exame citológico é primordial para o tratamento da doença.

    Fonte: Dr. Aristeu Pessanha Gonçalves – Clínica, Cirurgia Geral e Saúde Pública, em artigo para a revista Cães Amigos - pequenos cães, grandes companheiros.

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  • Como deixar a sua casa segura para os gatos

    Postado em 29 de julho de 2013
    Gato brincando
    Cortinas são um convite para os gatos brincarem.

    Todos nós sabemos da necessidade de mantermos substâncias perigosas longe de crianças, e é importante lembrar que devemos ser ainda mais cuidadosos com os gatos. Todos conhecem o velho ditado sobre o que a curiosidade fez com o gato. Por serem menores, mais ágeis e terem faro mais sensível do que as crianças, os gatos têm maior probabilidade de investigar e de se envolver com coisas perigosas. Para impedir que a curiosidade do seu gato seja fatal, há alguns perigos domésticos que devem ser evitados.

    Cortinas, venezianas e cabos elétricos

    Para os olhos do gato, a ponta solta de uma cortina ou cordão de veneziana é um convite à brincadeira - e possivelmente ao desastre. Até mesmo o simples rastejar entre as cortinas ou venezianas e a janela (uma brincadeira preferida dos felinos) pode deixar o bichano em maus lençóis. Gatos que ficam presos em cordões e fios entram em pânico. No mínimo, as venezianas ou o trilho das cortinas cairão ao chão. Na pior das hipóteses, o gato pode asfixiar, sofrer danos internos fatais ou ficar tão excitado que seu coração falha. Para segurança máxima, amarre ou prenda todos os cordões das cortinas, deixando-os longe do alcance dos felinos.

    Fios elétricos e telefônicos representam riscos do animal ficar emaranhado, mas costumam ser mais perigosos se o bichano mastigá-los. Talvez seja o sabor ou a textura do revestimento plástico, mas por algum motivo, muitos gatos não resistem à tentação de mordê-los. Não há muito perigo direto em morder fios telefônicos (exceto quando você tenta fazer uma chamada em uma linha que foi danificada pelo gato), porque há pouquíssima corrente passando por eles.

    Obviamente, os fios elétricos são um caso à parte. Onde for possível, passe os fios sob tapetes e carpetes ou atrás de móveis que ficam no mesmo plano do piso e da parede. Se for preciso passar um fio onde o gato poderá alcançá-lo, compre canaletas de plástico, encontradas na maioria das lojas de ferragens e de materiais para construção. Para um investimento maior, compre tiras de vinil resistente que, além de proteger os cabos elétricos, também conseguem mantê-los no nível do piso e impedem que animais e pessoas tropecem neles.

    De vez em quando, um gato decidido vence todas as barreiras físicas. Revestir os cabos com uma substância de gosto ruim, por exemplo, uma substância amarga, pode resolver o problema. Uma pequena modificação comportamental, usando reforço positivo, também ajuda.

    Fluidos de limpeza e outros tóxicos

    Não compramos produtos de limpeza apenas para que nossa casa fique limpa; queremos que ela fique desinfetada e cheirosa, também. Infelizmente, alguns dos produtos que compramos para desinfetar e perfumar as áreas ocupadas pelos animais de estimação são perigosos para os gatos.

    Desinfetantes à base de pinho e aqueles que contêm fenol (sendo o desinfetante Lysol o mais conhecido deles) são muito tóxicos para gatos e não devem ser usados em tigelas de alimentos ou nas áreas ocupadas pelos animais de estimação, local de dormir ou caixas de areia. Obviamente, qualquer produto de limpeza pode ser tóxico se ingerido. Por isso, mantenha tudo bem trancado em um armário (um simples trinco não manterá à distância um gato curioso).

    É importante lembrar também que depois que o seu gato sai de casa, não há garantias de que todos os moradores da região tomarão os mesmos cuidados.

    Em geral, tudo que for tóxico para nós será tóxico para o gato também. A regra prática é: se você mantém o produto longe do alcance de crianças, mantenha-o longe do alcance do gato.

    Plantas venenosas

    O fato do gato comer plantas domésticas não é só desagradável - isso pode ser perigoso ou até mesmo fatal para ele.

    Tecnicamente, qualquer planta que causa náusea no gato quando ele a ingere é "venenosa" (contudo, quase todos os gatos comem grama ou plantas como purgante. Por isso, o vômito sozinho pode não ser um sinal confiável de intoxicação). Porém, algumas plantas têm graves efeitos. A lista de plantas potencialmente venenosas inclui: abricó (damasco), azálea, botão-de-ouro, caladium, copo-de-leite, mamona, cereja (galhos, folhas, tronco, frutos e caroços), crisântemo, açafrão, narciso (bulbos), loureiro (frutos), azevinho, hortênsia, lírio (folhas, raiz e partes suculentas), hera, lírio-do-vale (folhas, flores, raiz), erva-de-passarinho (sobretudo os frutos), cogumelos, narciso (bulbos), carvalho (bolotas, brotos novos e folhas), espirradeira, pêssego (caroço), filodendro, hera venenosa, batatas ("olhos" e brotos que deles se originam; a parte comestível da batata é segura), alfena, jequiriti (sementes pretas e vermelhas brilhantes), estrela-de-belém (bulbo), Senecio rowleyanus, Rhus diversiloba e ervilha-de-cheiro (semente e vagem).

    Dieffenbachia é uma planta de interiores bastante comum, também denominada "comigo-ninguém-pode". O nome comigo-ninguém-pode é perfeito. A ingestão dessa planta pode paralisar a boca do gato, impossibilitando-o de comer e beber. O nome refere-se ao efeito mais forte dessa paralisia nas pessoas: elas não podem falar.

    Poinséttias (flores de Natal) pertencem à família da beladona - flores célebres por suas propriedades fatais. Um estudo feito há alguns anos mostrou que as poinséttias - que há muito eram consideradas tóxicas e perigosas para cães e gatos - não causam mais náusea em gatos do que muitas plantas consideradas não venenosas. Contudo é sempre mais seguro manter os gatos longe de qualquer planta.

    Janelas, sacadas e telas

    "Síndrome de prédios altos" pode parecer algum tipo de explicação psicológica popular para crimes violentos, mas na verdade descreve uma epidemia que atinge vários gatos todo ano, sobretudo no calor. A "síndrome de prédios altos" é um conjunto de diversas lesões que resultam da queda de uma janela alta.

    Curiosamente, há muitas histórias de gatos que sobreviveram depois de caírem de vários andares. Mas há um número muito maior que caiu e não sobreviveu. A parte mais triste é que quase todas essas quedas poderiam ser impedidas.

    Toda janela que você pretende abrir precisa ter uma tela. E não basta ser qualquer tela. Uma tela segura para gatos tem que se encaixar perfeitamente na esquadria da janela e permanecer no lugar se receber o impacto de um gato de cinco quilos ou mais. Ao encomendar ou substituir as telas, use um tipo resistente, porque as telas comuns rasgam-se facilmente com as garras ou os dentes de animais. Mesmo uma queda de janelas no segundo ou terceiro andar pode causar lesões graves ou a morte. Por isso, inspecione todas as telas regularmente, sobretudo no final do inverno, em regiões frias do país. As telas podem se deformar, rasgar ou ceder no inverno.

    Alguns donos de gatos que moram na cidade acham que deixar o bichano na sacada do apartamento é um modo seguro de ele receber ar fresco e luz do sol. Na verdade, um grande número de gatos com "síndrome de prédios altos" estavam espreitando mariposas, pássaros ou outras coisas irresistíveis em uma sacada, quando um ataque mal cronometrado ou um passo em falso os arremessou sobre a grade de proteção. Nem mesmo uma correia ou corda em uma sacada aberta pode garantir a segurança dos gatos. Um gato em pânico preso pela coleira ou correia pode acabar estrangulado, gravemente ferido ou se soltar e cair.

    Fonte: Como cuidar de gatos, por H. Whiteley, em ComoTudoFunciona.

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  • Queda de pelos: quando se preocupar?

    Postado em 22 de julho de 2013
    Queda de pelos
    É importante salientar que nem sempre a causa de problemas na pelagem estará diretamente ligada à pele ou ao pelo.

    Diariamente nossos cães perdem uma grande quantidade de pelos. É um mecanismo fisiológico (normal), pois, da mesma forma que eles caem, novos pelos nascem. Durante este mecanismo a pelagem do animal não é afetada, pois é feita uma substituição contínua. A queda acentuada de pelos é normal pelo menos duas vezes ao ano e está ligada às alterações de temperatura. A textura e o comprimento da pelagem se alteram, conforme as diferentes estações do ano: normalmente no verão ela será mais rala e no inverno mais densa. A coloração também pode mudar um pouco, consistindo em um mecanismo natural de adaptação dos animais às diferentes temperaturas. Até aí, nada demais, mesmo que pela casa o aspirador de pó trabalhe mais para tirar os pelos do tapete. No entanto, quando o proprietário deve começar a se preocupar e como fazer para diferenciar uma queda de pelo normal, de uma que pode sinalizar problemas de saúde?

    Queixas dermatológicas constituem a maior causa de consultas de médicos veterinários, mas é importante salientar que nem sempre a causa de problemas na pelagem estará diretamente ligada à pele ou ao pelo. Normalmente a queda de pelos e a alopecia (ausência de pelos) podem demonstrar um problema restrito à pele, mas também pode ser consequência de um problema orgânico, onde exista comprometimento funcional de órgãos ou glândulas. Vejamos:

    • Um pelo feio, sem brilho, áspero e com falhas pode ser causado, por exemplo, por parasitas (como piolhos, pulgas ou carrapatos). Nestes casos, além de uma queda maior, há também uma destruição dos pelos do corpo, como a que ocorre em casos de micoses e sarnas, que são doenças muito comuns e frequentemente estão associadas ao prurido (coceira).
    • Desordens hormonais são causas bem comuns que ocasionam alterações de pele e pelos. A mais comum é o hipotireoidismo, frequente em algumas raças e também os distúrbios das adrenais como o hiperadrenocorticismo. Doenças sistêmicas como a doença do carrapato, anemias ou infecções também podem ocasionar a queda acentuada de pelos.
    • É comum fêmeas na época do pós-parto e amamentação também perderem mais pelos, pois as energias são concentradas para a alimentação de seus filhotes, e essa é uma queixa bastante comum entre criadores de cães e gatos. Podem ocorrer também alterações na época do cio.
    • Queda de pelos acentuada também é frequente em animais que sofreram estresse agudo, como, por exemplo, mudanças, viagens, perda do dono ou outras alterações que interfiram no comportamento de seu animal.
    • Alimentação desbalanceada, alergias alimentares ou de contato também podem ocasionar alterações nos pelos.

    Para um pelo bonito, lembre-se que seu cão deve ser escovado diariamente e também deve pegar sol. Banhos em excesso não fazem bem, assim como perfumes. Uma alimentação balanceada, de acordo com a raça e a idade de seu animal, também ajuda muito, assim como a vermifugação rotineira e o controle de parasitas externos.

    Se a queda de pelos não vem acompanhada de mais nenhum sintoma, não há coceira e a pelagem de seu cão está bonita, provavelmente você não precisa se preocupar com seu peludo. Mas se há uma queda intensa, com áreas de pouco pelo, pelagem não uniforme e descamação ou outras alterações, você deve procurar imediatamente um veterinário para um diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.

    Fonte: Patrícia Nuñez Bastos de Souza, médica veterinária, em artigo para a revista Cães Amigos - pequenos cães, grandes companheiros.

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  • Por que os cachorros cavam?

    Postado em 15 de julho de 2013
    Cão escavando
    Jardins, quintais, canteiros, hortas, gramados, esses são os locais preferidos dos cães para fazerem seus enormes e profundos buracos. O hábito de cavar buracos é uma atividade natural e saudável para os cães.

    Quais são os motivos que levam os cães a cavar buracos?

    • cavam para fugir de algum lugar;
    • para procurar um inseto ou qualquer outro bichinho que viram;
    • como simples trabalho ou em momentos de diversão;
    • para esconder seu alimento ou brinquedo;
    • para preparar um local mais fresco e arejado para deitar;
    • para diminuir o tédio ou ansiedade;
    • para se exercitar quando sentem necessário;
    • para chamar atenção ou até mesmo num ato de imitar o dono.

    Como solucionar?

    Para encontrar uma solução eficiente para o problema, será necessário verificar, identificar e eliminar as causas. Falta de exercício, de brinquedo, de carinho, de espaço para se exercitar, ou até mesmo de uma “cama” adequada com um cobertor para o cão “afofar” de sua maneira, podem ser os motivos. Os Cães são sociáveis e inteligentes e precisam do contato e companhia do dono e dos familiares para ter uma vida saudável.

    A falta de exercício, pode ser resolvida com passeios a fim de interagir com o dono e sua família. Um cãozinho sozinho e abandonado no quintal pode sofrer estresse e tédio. Reserve algum tempo para “curtir” seu animalzinho. Existem também brinquedos diferentes e próprios para cada tipo de cão. Interessante ressaltar que dar bronca e brigar ou ate mesmo bater no cão para ele aprender a “não cavar”, não é assim interpretado pelo mesmo, ele vai cavar sempre que se sentir carente, entediado, sozinho ou triste.

    Os cães também gostam de se sentir úteis, e ao ver o dono, familiar ou jardineiro arrumando um canteiro ou jardim, mexendo na terra, ele o imitará fazendo o mesmo ou seja, irá cavar buracos. Cães aprendem por imitação e por isso muitas vezes os donos se surpreendem com buracos nos canteiros que acabaram de arrumar. Uma solução para esse problema é evitar cavar na frente dos cães.

    Punição despersonalizada

    Um tipo de punição despersonalizada eficiente é colocar as fezes do próprio cachorro no fundo dos buracos que ele cavou e cobrir com um pouco de terra. Isso causará uma sensação desagradável ao cão assim que ele voltar a cavar o mesmo buraco. Outro truque que dá resultado é colocar uma bexiga no fundo dos buracos e cobri-las com um pouco de terra. O barulho do estouro da bexiga assustará o bicho, desestimulando-o a cavar.

    Se você flagrar o cachorro cavando, experimente jogar latas vazias em sua direção. Mas não deixe que o cão perceba que é você quem está atirando as latas. Do contrário, ele não fará a associação do cavar com objetos desagradáveis que caem sobre ele vindos do nada. Quanto mais eficazes as punições, mais rápido o problema será eliminado. Por isso, considere a possibilidade de manter seu cão em algum lugar que ele não possa cavar quando você não tiver a oportunidade de puni-lo.

    Muitos comportamentos considerados indesejados, como latir exageradamente ou cavar, são sintomas de cães estressados. O estresse surge principalmente em animais que ficam trancafiados no quintal e raramente desfrutam passeios e a companhia do dono. Não se esqueça de que os cães são seres sociais, que dependem da nossa companhia para levar uma vida saudável.

    Fonte: Alexandre Rossi, autor do livro Adestramento Inteligente, é zootecnista especializado em comportamento animal e adestramento.

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  • Passeando de carro

    Postado em 08 de julho de 2013
    Levando seu seu cão no carro com segurança
    Muitos são os animaizinhos que adoram passear de carro, tanto quanto os donos gostam de levá-los para esse tipo de passeio.

    O que muitos não sabem é como transportá-los corretamente, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

    - Art. 235. diz que ao conduzir animais nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados, considera-se uma infração grave, sob pena de multa e retenção do veículo além do infrator perder 5 pontos na carteira.

    É enquadrado neste artigo também, o caso de conduzir o cão em caixas ou gaiolas sobre o teto do veículo. Em caminhonetes, existe uma tolerância quando o animal for transportado em segurança dentro de caixa ou gaiola fechada, apropriada e fixada, sem o risco de abrir ou cair. O uso de corrente não é considerado seguro.

    - Art. 252. Inciso II diz que transportar animais à esquerda do motorista ou entre os braços e pernas do mesmo é considerada infração média, sob pena de multa, além de perder 4 pontos na carteira

    Este artigo considera que, transportar o animal desta forma atrapalha a direção do motorista.

    A forma correta de transportar o animalzinho é no interior do veículo e no banco de trás, em uma caixa adequada para transporte de maneira que não prejudique a visibilidade do motorista ou ainda com uso de cinto de segurança feito especialmente para eles, evitando assim que o cão passe para os bancos da frente ou venha a se ferir seriamente em caso de acidentes.

    Na Bicho e Caprichos você encontra caixas de transporte e cintos de segurança para proteger seu pet!


    Fonte: www.maniacanina.com.br/dicas

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    • Xixi e cocô: antes de sair de casa, dê uma volta com seu cão e certifique-se de que ele fez tudo o que precisa. Se estiver em um ambiente fechado e ficar agitado, pode estar com vontade de fazer xixi ou cocô, fique atento, O cão não vai falar que “precisa ir ao banheiro”.
    • Etiqueta em qualquer idade: não mime o filhote em excesso. Quando ele crescer vai exigir a mesma atenção. A educação deve começar nos primeiros meses. Desde a infância ele precisa se socializar com outras pessoas e cães. Passeie no parque e na rua, ele precisa ver movimento para perder o medo. Restrinja o espaço do filhote, não o deixe ter acesso a toda casa. Se deixá-lo na sua cama, quando crescer vai querer continuar lá.
    • Cão que “monta” em tudo e demarcação excessiva: A castração é uma ótima solução. O cão fica mais calmo, para de “montar” em tudo que vê e não levanta  a perna toda hora para demarcar território. Os gatos também ficam mais sossegados. Castrar os cães antes da puberdade é melhor ( 6 meses para o de pequeno porte e 9 meses para os de grande porte).
    • Latidos para as visitas: Quando ele fica preso na presença de visitas, desenvolve aversão pela campainha, desvie a atenção quando ela tocar, mande para caminha, jogue brinquedos e dê uma bolinha para ele correr atrás. Se latir, não o pegue no colo para contê-lo. Dessa forma você o apóia. Se ele estiver no colo e começar a latir, coloque-o no chão, só o pegue novamente se parar. Oriente seu convidado a não cumprimentar primeiro o cão, dirigindo-se primeiramente a você.
    • Como falar com seu cão: use o NÂO com tom de voz firme e imposição corporal, pois ele presta atenção na linguagem do corpo. Nunca use a palavra “não” junto com o nome, que deve ser usado só para chamar e recompensar. Ao repreendê-lo fique em uma posição superior. Use coleira com enforcador pequeno, que provoca uma pressão na nuca ao ser puxado. A mãe morde o filhote nesta região para reprimi-lo. Sempre use a palavra “Não” ao mesmo tempo em que puxa a coleira, pois causa o mesmo efeito.
    • Evite o comportamento dominante: ao abrir a porta, saia na frente do cão, na caminhada ele deve ficar ao seu lado e não à frente para se sentir líder. Não o deixe subir nos móveis, é um comportamento dominante que deve ser reprimido. Recompense os bons comportamentos. Não deixe ração à vontade, ele precisa de horários determinados para as refeições. As brincadeiras devem ser iniciadas pelos donos.
    • Exercícios: os cães precisam se exercitar, independente do porte. O ideal é 45 minutos por dia de exercício aeróbico, como caminhadas e corridas atrás da bola. Um cão cansado é um cão bom.

    Fonte: Gazeta do Povo – Caderno Animal

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